19º Domingo do Tempo Comum

Àpe-geraldo luz da Primeira Leitura e do Evangelho, aproveito para fazer uma motivação ao momento de graça que teremos: Novena de Santo Agostinho.

Três razões para não perder a oportunidade:

- Semana Nacional da Família, que faremos ao longo deste período;

- Ação de Graças pelos  300 anos do encontro da imagem de Aparecida;

- aprofundamento sobre a presença de Maria na Vida e Missão das Famílias.

Aproveito essa Liturgia para introduzir a reflexão sobre a família, que será aprofundada em nossa novena. Há dois temas comuns na Primeira Leitura e Evangelho: medo e escuridão… talvez sejam experiências comuns também nas famílias hoje.

Elias (1ª Leitura): o texto narra o final da fuga de Elias, que estava sendo perseguido, por Jezabel. Como Moisés, Elias foge para o deserto e lá amedrontado chega a pedir até a morte. Como acontece nos casos de fuga, Elias só pensa em esconder–se e, assim, entra na gruta.

Deus que jamais o abandonou vai ao seu encontro e lá faz a bela e marcante experiência de sua vida. Antes, porém, presenciou a força dos trovões, da tempestade e do fogo. No entanto, é na brisa mansa que Elias encontra-se com Deus, que lhe restitui a paz, a serenidade e confirma sua missão.

O que diz o texto para nossas famílias? O tema da Semana da Família é um apelo para que nossas famílias sejam luz ( “Família, luz para a vida em sociedade!” ).

- Há muitas Jezabéis que perseguem nossas famílias;

- as famílias também experimentam o deserto em suas vidas;

- há muitos lugares que escondem e ofuscam a luz das famílias;

- em muitas famílias há mais experiências de trovões e tempestades, que a “brisa mansa” do diálogo, do perdão, do bem-querer…

Jesus: Como na 1ª leitura, o Evangelho fala do medo toma conta dos discípulos no mar.O texto inicia com um apelo à travessia, simbolizando a tarefa das comunidades no fim do  século I:

sair do mundo fechado do judaísmo e assumir o mandamento deixado por Jesus;

sair o orgulho de ser o povo eleito para abrir-se a todos os povos;

sair do isolamento, do esconderijo para ir ao encontro com respeito e acolhida…

Os elementos que compõem a cena do Evangelho é rico em simbolismo:

A barca, simboliza a comunidade, que tem como chefe Pedro;

A noite, significa escuridão, perigo, incerteza;

As ondas, significa hostilidades, dificuldades, obstáculos;

Os ventos contrários é símbolo de oposição, resistência ao projeto de Deus.

Hoje a Família também é a barca em alto mar! Quantas vezes a família não se vê perdida na escuridão, sozinha, agredida e incapaz de enfrentar as ondas e ventos do mar. Porém, precisa fazer uma travessia perigosa, mas necessária

I. Iniciar a travessia a pedido de Jesus: Como a comunidade dos discípulos, as famílias devem entrar na barca e navegar para fazer a travessia, na qual sentirão o mar agitado e os ventos contrários. Nesse primeiro momento os discípulos e a família estão sozinhos no mar e  Jesus em terra firme. No entanto, Jesus desempenha uma missão fundamental em favor dos que estão na barca: é o intercessor.

II. De madrugada (noite), Jesus vai ao encontro dos discípulos e também de nossas famílias. Como os discípulos também podemos não reconhecê-lo e até confundi-lo. Mas Ele se aproxima e diz: “Coragem! Sou Eu, não tenham medo!” e acalma o mar…

A crise atual é forte e contagiosa e pode levar ao desencanto, ao medo e até a falta de fé, que impede ver Jesus se aproximar. No meio do mar da crise precisamos ouvir as três palavras de Jesus: “Ânimo” (coragem)! “Sou Eu!” “Não tenham medo!”. Só Jesus pode falar assim e realizar tal ação. Mas pode ser que a gente só escute o barulho das ondas e uivo dos ventos e só veja o agito do mar.

III. Só a coragem de Pedro, não basta! É preciso ter fé. Como Pedro podemos vacilar e começar a afundar. Quantas vezes isso também acontece em nossas famílias?

O que fazer? Como Pedro, com humildade, implorar por socorro: “ Senhor, salva-me!”

Como Pedro digamos em favor das famílias: “Senhor, salva nossas famílias”. E atitude de Jesus será a mesma: estenderá a mão!

IV. Quando o mar se aquieta e acalma? Só quando Jesus entra na barca. Assim também será conosco: o turbilhão das ondas, o agito do mar da vida só cessará quando Jesus entrar na barca de nossa família.

Conclusão: Hoje é dia dos pais. Desejo que os senhores sejam como Pedro, responsável pela comunidade dos discípulos de Jesus que está na barca. Como Pedro, se preciso for, permita que Jesus tome sua mão e o conduza de volta e em segurança para a barca da família. Pedro é exemplo de quem vacila, cai e até tem pouca fé, mas sobre tudo é exemplo de quem sabe pedir socorro a Jesus para continuar sua missão na travessia do mar da vida. Parabéns! Contem com a intercessão de São José, pai adotivo de Jesus, e de Maria Santíssima. Amém.

Pe. Geraldinho