1º Domingo do Advento

pe-geraldoMotivação: Hoje iniciamos um novo tempo e ano litúrgico. Ao longo do ano litúrgico nós relembramos e revivemos os mistérios da História da Salvação.O ano litúrgico tem dois pontos altos: O Natal e a Páscoa. Ambos são vividos em 3 momentos (tempos):

- Preparação (antes);

- Celebração (durante);

- Prolongamento (depois).

Desenvolvimento: à luz das leituras deste 1º domingos advento, Deus dirige-nos um forte apelo à vigilância, mas também alimenta nossa esperança.

O que pode comprometer a esperança e a vigilância? Comodismo, passividade, desleixo, rotina, indiferença… Daí, então, o apelo de Deus: sejamos vigilantes, conservemos a esperança como?

I. Caminhar (1ª leitura): O profeta Isaías convida-nos a caminhar até a montanha de Deus, local de encontro com o Senhor e sua Palavra.

Desse encontro surgirá uma grande transformação, simbolizada nas armas de guerra que são transformadas em instrumentos de trabalho.

Qual a condição para tal transformação? Deixar-se guiar pela luz de Deus (v 5).

O que precisamos fazer para que se cumpra as palavras de Isaías? As respostas encontramos na 2ª leitura e no Evangelho.

II.  Acordar (2ª leitura): A questão fundamentalmente apresentada por Paulo é o apelo à conversão, ou seja, deixar as trevas e embarcar, decididamente, na vida da luz. Como?

Acordando! Paulo convida sua comunidade e nós para “acordar do sono” (v11).

Muito provavelmente não andamos na bebedeira, na devassidão, na libertinagem e discórdias.

Porém, pode acontecer que o cansaço, a monotonia, a preguiça nos adormeçam; também pode acontecer que estejamos caindo na indiferença, na passividade, no comodismo. Caso estejamos assim, Paulo nos exorta “acorde!” e caminhe como filhos da luz (v12).

III. Vigiar (Evangelho):  o convite de Jesus a viver vigilantes é um chamado a refazer a leitura dos acontecimentos, a aprender a lê-los a partir do amor que quer abrir passagem em nossa vida.

As vezes esperamos sem saber bem o “que” e “quem” espero; outras vezes, a espera se vê realizada, mas o resultado é decepcionante ( será que valeu?). Há também esperas doentias, que provocam ansiedades, medo e que paralisa; espera centrada em si mesma.

A espera que o Evangelho propõe é concreta: esperamos o Salvador que já veio e virá, e que vem diariamente ao meu mundo (família, trabalho, relações…) vem para dar à minha vida profundidade, sentido e alargar o coração…

O “que” ou “quem” espero? Se não sei o que espero, a vida perde o sabor e sentido. Quem não espera, porém, não busca, não amadurece. No supermercado da vida há muitas ofertas que pretende preencher o vazio da espera, não tem consistência.

O maior inimigo da espera é a dispersão, ou seja, o apego ao imediato ou a rotina da vida… comer, beber, casar… como nos tempos de Noé”; vivemos tempos de dispersão cativada pela mídia, pelas ofertas alucinantes…

A vigilância é condição para acolher a chegada de Jesus. O que impede acolher Jesus que vem?

a) Prazeres da vida:  Jesus diz que as pessoas no tempo de Noé cuidavam das coisas e, por isso, tornaram-se indiferente aos apelos de Noé  e foram surpreendas. Nosso tempo incentiva para que busquemos mais prazer… Daí o domingo, deixou de ser “ o dia do Senhor” para ser dia de dormir, comer, passear e ver futebol e já não tem tempo para missa!

b) Trabalho excessivo:  só tem tempo e olhos para o trabalho, vive ocupado demais! (até as crianças estão hiper-ocupadas ) e , por isso, não sobra tempo para Deus, a família…;

c) Viver distraído:  Jesus fala que o ladrão pegou de surpresa, porque o dono dormia! Hoje muitos vivem distraídos e, por isso, não vêem Cristo no irmão…

Conclusão: dicas para manter-se acordado, vigilante e à caminho:

- aproveitar a novena de Natal em família;

- preparar-se bem par o Natal através da confissão;

- ser caridoso(a) participando do Gesto Concreto de Natal.